Poupava-se ao excesso do sono diurno ter ficado em casa na noite de terça sem ir ao Lux ver a apresentação do novo Dead Combo. Ficava por rever algo que continua a combinar, sem artifícios e fórmulas quadradas, Portugal e Mundo por todos os poros.
O exercício entre Paredes e o México de “Eléctrica Cadente” já tinha marcado desde o início a vontade de combinar uma forma de guitarra muito portuguesa com o Texas deserto e um mundo de outras guitarras. Nesta noite, entre tantas outras coisas a destacar, a versão sem samples e traços de recolhas da “Canção de Trabalho” encheu-me por completo as medidas. A cadência do trabalho estava lá toda, intacta, marcada pelas guitarras circulares em cima de um ritmo que escava o chão.
Mais podia dizer sobre isto se encontrasse o disco, mas não sei onde está. E é chato andar aqui às voltas de, “ah e tocaram aquela”, “e tocaram a outra”, “e o hit também”. Eu só conheço o nome destas duas canções e não estive lá a tomar notas.





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